domingo, 29 de março de 2009

O "..."



Às vezes me pergunto porque me coloco sempre em situações dúbias.
Sei que a história não é sempre como sonhamos!
Afinal de contas, a vida acotece no real: e o real é muito mais cruel que os finais das estorietas que escutávamos na infância. Mas ao mesmo tempo, é muito mais colorido que os sonhos intocáveis que perpassam nossas noites.
E lá estou eu, pela enésima vez, encafifada ou alucinada com o fato do poder que tenho em me sabotar.
Sinto-me tão vazia, tento não pensar muito nessas coisas, sabe?
Deixar passar, comer bastante, durmir o dia todo, me empanturrar de qualquer coisa que me tire daquilo que vivo no agora, sem pensar no peso que tudo isso acarretaria à minha consciência.
Me coloco em relações amargas, rasgadas, sem espaço para mim, momentâneas... e vou seguindo as horas, os dias, semanas... quando percebo segui anos.
E aí fico sabendo - fico sabendo não, eu procuro saber, acho que tenho um sentimento incontrolável dentro de mim que me empurra para a curiosidade das pessoas que deixaram marcas em mim - que o ..., que o ..., o ... (derrepente uma imensa dificuldade de buscar um nome para ele, e isso me incomoda - quanto ao fato de deixar as coisas mais neutras, vem de outro motor que conto melhor alguma hora) como estava falando, que o "..." novamente está com alguém, está bem, recebendo demonstrações do quanto é importante e carinhoso.
Ele sempre foi carinhoso sim, mas superei muito bem o fato da sua estada em mim ter se partido, então porque saber desses detalhes me atravessa tanto?
Talvez seja pelo fato de não conseguir tomar e retomar novas relações e pimentas com tanta facilidade quanto o "..." faz, talvez seja pela saudade, talvez seja pela inveja ou até mesmo pela gratidão.
E lá se foi mais um domingo regado a melancolias e auto-depreciação.
Argh... qualquer dia ainda assumo minha base e antes da sabotagem, juro que me esfacelo toda, mas não me permitirei entrar nesta certeza de que não sustentaria. Ah, não!



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quinta-feira, 26 de março de 2009

Insustentável


Depois de uma tarde inteira conversando, ela resolveu escutar um pouco o que ele lhe dizia.
Mesmo sabendo que não era o que buscava no momento, ela foi lá e fez!
No momento foi tocantemente lindo.
A plenitude se fez estada e abriram-se partituras de sonhos e levezas em um certo território; momentâneo, e assim se reduziu.
E depois só lhe restou aguardar a dor e a amargura da frustração...
As fissuras já estavam cravadas naquele território, naquele corpo.
Só tinha uma certeza:
Não era capaz de sustentar!

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domingo, 22 de março de 2009

86... and keep counting!


Hoje celebramos o aniversário da minha vó Ção (o grande dia é só na quarta, mas a reunião familiar veio linda!).
Uma super fofa, sabe aquelas vovós de desenhos animados?
Pois é, eu tenho uma!!!!!
A família toda estava lá... filhas, genros e nora, netos e netas, bisnetos e bisnetas...
E a contagem regressiva para a última década dos "enta" faz cada vez mais parte da nossa vida!

Será que vai?


Nesta sexta última estive no retorno do meu médico.
Depois de quase duas horas para ser atendida, com minha quota de paciência já esgotando, escutei um discurso do Dr. Francisco que foi pior que um tapa.
Me dei conta do quanto não me responsabilizo e não me preocupo com as consequências dos meus hábitos em um futuro bem próximo.
Tenho SOP e preciso manter uma disciplina constante durante toda minha vida, estabelecer hábitos saudáveis e regrados, que implica o corte de alimentos um tanto quanto irresistíveis e a constância de uma atividade não só para a mente, olhar também para o corpo.
Pronto, depois do sermão toda minha raiva e falta de paciência pela espera, se desfez mais rápido que sal em chuva. Então tomou lugar uma gigantesca culpa e sentimento de desleixo, fui embora com um peso não só no corpo, mas principalmente na consciência.
Resolvi escrever para ver se consigo selar um compromisso comigo mesma e quem sabe vir aqui para relatar minhas conquistas e não minhas recaídas.
Amanhã começo minhas caminhadas. Sim, por incrível que pareça vou deixar de ser sedentária.
Quando criança fui muito ativa, fazia muito esporte e atividades físicas.... isso seguiu até o período da faculdade, mas aí chega o momento pós-universitário e a preguiça e o ócio físico se instala.
Por muito tempo achei, e ainda acho, uma neura e um certo desiquilíbrio aquelas pessoas que se mantém mais tempo nas academias e nas corridas diárias que com cultura e informações relevantes, mas agora no que estou me comprometendo deverei achar o ponto do equilibrio entre o fanatismo aeróbico/culto do corpo e o sedentarismo físico/culto do ócio.
Realmente o excesso deturpa.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Tan!

Esse fds foi regado a festejos!




Niver de 30 da Tanile...
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A Tan é aquela amiga-irmã desde meus 11 anos, já passamos por muitas histórias juntas e tbém separadas. Alguém mto especial para mim e apesar de nossas personalidades diferentes, nossos pensamentos opostos e nossos modos avessos de viver, temos um carinho e um respeito gigante uma pela outra.
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Sábado e Domingo foi voltado para as comemorações da entrada desta minha querida na casa dos "inta", ou como costumo dizer, na fase Balzaca/Balzaquiana da vida de uma mulher.

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Deixo aqui o registro da alegria que é acompanhar o amadurecimento desta fofa que amo tanto!
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Parabéns querida... e seja BEM-VINDA a beleza dos 30!
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domingo, 15 de março de 2009

Indecisão

Comecei ontem uma nova pós.
Tudo bem: a minha ficha ainda não caiu, fui e voltei no piloto automático... assim a coisa fica mais prática e mais tranquila. Quando eu tomar consciência que atravesso toda a São Paulo para Santo André (já que saio de Caieiras city, pelo menos por enquanto) e ficarei neste trajeto por longos 24 meses... acho que me castigarei um tanto!
Mas como diz o título lá em cima... hoje trato sobre uma particularidade minha que é nata!
Bom, comecei o primeiro dia de aula já no susto, visto que decidi realizar a inscrição um dia antes,e a seleção foi apenas uma "entrevista" (para mim mto mais um bate papo bem informal), pasmem, meia hora antes do início da aula. Tudo bem que os alunos começaram a chegar e a professora solicitou para que aguardassem lá fora enquanto terminava a "entrevista" comigo... até aí a situação é em grande parte estabelecida pela minha atitude de última hora em fazer o curso, mas senti um certo desleixo em perceber como aceitaram e entraram junto nessa de fazer as coisas de última hora.
Mas então, eis que inicia a apresentação dos alunos e das professoras (duas agora na primeira aula.. espero que os demais sejam diferentes), minha cabeça foi a mil, deu vontade de levantar e sair correndo de lá, mas aí vinha aquela vontade de tentar um novo desafio e isso me ajudou ficar mais um tanto sentadinha e quietinha lá no meu canto.
No decorrer do dia, entrei em contato com algumas pessoas do curso, mto agradáveis, receptivas e solícitas... mas um tanto qto cruas e imaturas, salvo algumas excessões (penso eu que estas excessões são as q me refugiarei no andar da carruagem), me deu uma saudade gigantesca da turma do Sedes*.
Passei rapidamente os olhos pela bibliografia básica que utilizaremos no curso (nada de mto novo) e novamente aquela vontade de levantar e sair sem olhar pra trás, me tomou conta. A td momento me policiava tentando impor um certo tom de "o q vc está vendo não chega ser nem a ponta do iceberg, vai com calma Melissa..." mas não conseguia me impor a tão sonhada e almejada segurança frente minhas decisões.
Em resumo, foi só um dia de pós e já me questionei umas 950982615243 vezes se realmente vou querer estar lá até final de 2010!
Talvez esteja sendo preciptada, talvez eu deveria ter escutado meu supervisor (o Rubens*, que insistiu algumas vezes que esses cursos não se mostrariam um grande desafio para mim, pelo menos não no momento) ou talvez eu seja mais enrigecida, e fechada para novidades, do que pensava.
Mas o resultado é esse: até agora não sei se fiz a escolha certa, não sei se insistir passa a ser certo, ou se desistir seria o mais provável. E a angústia seguida após minha eterna e inconstante indecisão, está aqui, ainda comigo!
Acho que no dia da próxima aula vou fazer exatamente isso: atravessarei São Paulo em direção à Santo André da mesma forma que atravessei neste fds, no piloto automático... felizmente - não da melhor forma - ele ajuda e muito a me afastar desta minha companheira.

sexta-feira, 13 de março de 2009

"Sempre tem um pouco do Deus Ares e de Helena de Tróia por dentro... ai, ai!"

terça-feira, 10 de março de 2009

O lado "esquecido"...

A carta (texto) é longa, eu sei! Mas ela caiu três vezes nas minhas mãos nestes últimos dois dias...
Entendo que a história traga temas com problemáticas polêmicas e graves como ex-comunhão ou aborto, mas a questão não pára (para) aí não, vai muito além e perpassa pela mediocridade do homem e pelo caos que hoje encontramos em muitas estruturas familiares, bem como seus acessos às informações, à cultura e à vida!
Para quem quiser se debruçar um tempinho (não acho que chegará a "gastar seu tempo, não!") está aí uma ótima oportunidade de entrar em contato com questões que vão além da ética, da bioética, da ânsia e do egoísmo humano.
Isso me dói tanto! Com minha incapacidade de realizar qualquer coisa diante do lado que a imprensa (unilateral) se prostra, senti que deveria postá-lo!
Segue:


EM ALAGOINHA

"Há cerca de oito dias, nossa cidade foi tomada de surpresa por uma trágica notícia de um acontecimento que chocou o país: uma menina de 9 anos de idade, tendo sofrido violência sexual por parte de seu padrasto, engravidou de dois gêmeos. Além dela, também sua irmã, de 13 anos, com necessidade de cuidados especiais, foi vitima do mesmo crime. Aos olhos de muitos, o caso pareceu absurdo, como de fato assim também o entendemos, dada a gravidade e a forma como há três anos isso vinha acontecendo dentro da própria casa, onde moravam a mãe, as duas garotas e o acusado.
O Conselho Tutelar de Alagoinha, ciente do fato, tomou as devidas providências no sentido de apossar-se do caso para os devidos fins e encaminhamentos. Na sexta-feira, dia 27 de Fevereiro, sob ordem judicial, levou as crianças ao IML de Caruaru-PE e depois ao IMIP (Instituto Médico Infantil de Pernambuco), de Recife a fim de serem submetidas a exames sexológicos e psicológicos. Chegando ao IMIP, em contato com a Assistente Social Karolina Rodrigues, a Conselheira Tutelar Maria José Gomes, foi convidada a assinar um termo em nome do Conselho Tutelar que autorizava o aborto. Frente à sua consciência cristã, a Conselheira negou-se diante da assistente a cometer tal ato. Foi então quando recebeu das mãos da assistente Karolina Rodrigues um pedido escrito de próprio punho da mesma que solicitava um "encaminhamento ao Conselho Tutelar de Alagoinha no sentido de mostrar-se favorável à interrupção gestatória da menina, com base no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e na gravidade do fato". A Conselheira guardou o papel para ser apreciado pelos demais Conselheiros colegas em Alagoinha e darem um parecer sobre o mesmo com prazo até a segunda-feira dia 2 de Março. Os cinco Conselheiros enviaram ao IMIP um parecer contrário ao aborto, assinado pelos mesmos. Uma cópia deste parecer foi entregue à assistente social Karolina Rodrigues que o recebeu na presença de mais duas psicólogas do IMIP, bem como do pai da criança e do Pe. Edson Rodrigues, Pároco da cidade de Alagoinha.
No sábado, dia 28, fui convidado a acompanhar o Conselho Tutelar até o IMIP em Recife, onde, junto à conselheira Maria José Gomes e mais dois membros de nossa Paróquia, fomos visitar a menina e sua mãe, sob pena de que se o Conselho não entregasse o parecer desfavorável até o dia 2 de Março, prazo determinado pela assistente social, o caso se complicaria. Chegamos ao IMIP por volta das 15 horas. Subimos ao quarto andar onde estavam a menina e sua mãe em apartamento isolado. O acesso ao apartamento era restrito, necessitando de autorização especial. Ao apartamento apenas tinham acesso membros do Conselho Tutelar, e nem tidos. Além desses, pessoas ligadas ao hospital. Assim sendo, à área reservada tiveram acesso naquela tarde as conselheiras Jeanne Oliveira, de Recife, e Maria José Gomes, de nossa cidade.
Com a proibição de acesso ao apartamento onde menina estava, me encontrei com a mãe da criança ali mesmo no corredor. Profunda e visivelmente abalada com o fato, expôs para mim que tinha assinado "alguns papéis por lá". A mãe é analfabeta e não assina sequer o nome, tendo sido chamada a pôr as suas impressões digitais nos citados documentos.
Perguntei a ela sobre o seu pensamento a respeito do aborto. Valendo-se se um sentimento materno marcado por preocupação extrema com a filha, ela me disse da sua posição desfavorável à realização do aborto. Essa palavra também foi ouvida por Robson José de Carvalho, membro de nosso Conselho Paroquial que nos acompanhou naquele dia até o hospital. Perguntei pelo estado da menina. A mãe me informou que ela estava bem e que brincava no apartamento com algumas bonecas que ganhara de pessoas lá no hospital. Mostrava-se também muito preocupada com a outra filha que estava em Alagoinha sob os cuidados de uma família. Enquanto isso, as duas conselheiras acompanhavam a menina no apartamento. Saímos, portanto do IMIP com a firme convicção de que a mãe da menina se mostrava totalmente desfavorável ao aborto dos seus netos, alegando inclusive que "ninguém tinha o direito de matar ninguém, só Deus".
Na segunda-feira, retornamos ao hospital e a história ganhou novo rumo. Ao chegarmos, eu e mais dois conselheiros tutelares, fomos autorizados a subirmos ao quarto andar onde estava a menina. Tomamos o elevador e quando chegamos ao primeiro andar, um funcionário do IMIP interrompeu nossa subida e pediu que deixássemos o elevador e fôssemos à sala da Assistente Social em outro prédio. Chegando lá fomos recebidos por uma jovem assistente social chamada Karolina Rodrigues. Entramos em sua sala eu, Maria José Gomes e Hélio, Conselheiros de Alagoinha, Jeanne Oliveira, Conselheira de Recife e o pai da menina, o Sr. Erivaldo, que foi conosco para visitar a sua filha, com uma posição totalmente contrária à realização do aborto dos seus netos. Apresentamo-nos à Assistente e, ao saber que ali estava um padre, ela de imediato fez questão de alegar que não se tratava de uma questão religiosa e sim clínica, ainda que este padre acredite que se trata de uma questão moral.
Perguntamos sobre a situação da menina como estava. Ela nos afirmou que tudo já estava resolvido e que, com base no consentimento assinado pela mãe da criança em prol do aborto, os procedimentos médicos deveriam ser tomados pelo IMI dentro de poucos dias. Sem compreender bem do que se tratava, questionei a assistente no sentido de encontrar bases legais e fundamentos para isto. Ela, embora não sendo médica, nos apresentou um quadro clínico da criança bastante difícil, segundo ela, com base em pareceres médicos, ainda que nada tivesse sido nos apresentado por escrito.
Justificou-se com base em leis e disse que se tratava de salvar apenas uma criança, quando rebatemos a idéia alegando que se tratava de três vidas. Ela, desconsiderando totalmente a vida dos fetos, chegou a chamá-los em "embriões" e que aquilo teria que ser retirado para salvar a vida da criança. Até então ela não sabia que o pai da criança estava ali sentado ao seu lado. Quando o apresentamos, ela perguntou ao pai, o Sr. Erivaldo, se ele queria falar com ela. Ele assim aceitou. Então a assistente nos pediu que saíssemos todos de sua sala os deixassem a sós para a essa conversa. Depois de cerca de vinte e cinco minutos, saíram dois da sala para que o pai pudesse visitar a sua filha. No caminho entre a sala da assistente e o prédio onde estava o apartamento da menina, conversei com o pai e ele me afirmou que sua idéia desfavorável ao aborto agora seria diferente, porque "a moça me disse que minha filha vai morrer e, se é de ela morrer, é melhor tirar as crianças", afirmou o pai quase que em surdina para mim, uma vez que, a partir da saída da sala, a assistente fez de tudo para que não nos aproximássemos do pai e conversássemos com ele. Ela subiu ao quarto andar sozinha com ele e pediu que eu e os Conselheiros esperássemos no térreo. Passou-se um bom tempo. Eles desceram e retornamos à sala da assistente social. O silêncio de que havia algo estranho no ar me incomodava bastante. Desta vez não tive acesso à sala. Porém, em conversa com os conselheiros e o pai, a assistente social Karolina Rodrigues, em dado momento da conversa, reclamou da Conselheira porque tinha me permitido ver a folha de papel na qual ela solicitara o parecer do Conselho Tutelar de Alagoinha favorável ao aborto e rasgou a folha na frente dos conselheiros e do pai da menina. A conversa se estendeu até o final da tarde quando, ao sair da sala, a assistente nos perguntava se tinha ainda alguma dúvida. Durante todo o tempo de permanência no IMIP não tivemos contato com nenhum médico. Tudo o que sabíamos a respeito do quadro da menina era apenas fruto de informações fornecidas pela assistente social. Despedimo-nos e voltamos para nossas casas. Aos nossos olhos, tudo estava consumado e nada mais havia a fazer.
Dada a repercussão do fato, surge um novo capítulo na história. O Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife, Dom José Cardoso, e o bispo de nossa Diocese de Pesqueira, Dom Francisco Biasin, sentiram-se impelidos a rever o fato, dada a forma como ele se fez. Dom José Cardoso convocou, portanto, uma equipe de médicos, advogados, psicólogos, juristas e profissionais ligados ao caso para estudar a legalidade ou não de tudo o que havia acontecido.Nessa reunião que se deu na terça-feira, pela manhã, no Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, estava presente o Sr. Antonio Figueiras, diretor do IMIP que, constatando o abuso das atitudes da assistente social frente a nós e especialmente com o pai, ligou ao hospital e mandou que fosse suspensa toda e qualquer iniciativa que favorecesse o aborto das crianças. E assim se fez.
Um outro encontro de grande importância aconteceu. Desta vez foi no Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, na tarde da terça-feira. Para este, eu e mais dois Conselheiros, bem como o pai da menina fomos convidados naquela tarde. Lá no Tribunal, o desembargador Jones Figueiredo, junto a demais magistrados presentes, se mostrou disposto a tomar as devidas providências para que as vidas das três crianças pudessem ser salvas. Neste encontro também estava presente o pai da criança. Depois de um bom tempo de encontro, deixamos o Tribunal esperançosos de que as vidas das crianças ainda poderiam ser salvas.
Já a caminho do Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, por volta das cinco e meia da tarde, Dom José Cardoso recebeu um telefonema do Diretor do IMIP no qual ele lhe comunicava que um grupo de uma entidade chamada Curumins, de mentalidade feminista pró-aborto, acompanhada de dois técnicos da Secretaria de Saúde de Pernambuco, teriam ido ao IMIP e convencido a mãe a assinar um pedido de transferência da criança para outro hospital, o que a mãe teria aceito. Sem saber do fato, cheguei ao IMIP por volta das 18 horas, acompanhado dos Conselheiros Tutelares de Alagoinha para visitar a criança. A Conselheira Maria José Gomes subiu ao quarto andar para ver a criança. Identificou-se e a atendente, sabendo que a criança não estava mais na unidade, pediu que a Conselheira sentasse e aguardasse um pouco, porque naquele momento "estava havendo troca de plantão de enfermagem". A Conselheira sentiu um clima meio estranho, visto que todos faziam questão de manter um silêncio sigiloso no ambiente. Ninguém ousava tecer um comentário sequer sobre a menina.
No andar térreo, fui informado do que a criança e sua mãe não estavam mais lá, pois teriam sido levadas a um outro hospital há pouco tempo acompanhadas de uma senhora chamada Vilma Guimarães. Nenhum funcionário sabia dizer para qual hospital a criança teria sido levada. Tentamos entrar em contato com a Sra. Vilma Guimarães, visto que nos lembramos que em uma de nossas primeiras visitas ao hospital, quando do assédio de jornalistas querendo subir ao apartamento onde estava a menina, uma balconista chamada Sandra afirmou em alta voz que só seria permitida a entrada de jornalistas com a devida autorização do Sr. Antonio Figueiras ou da Sra. Vilma Guimarães, o que nos leva a crer que trata-se de alguém influente na casa. Ficamos a nos perguntar o seguinte: lá no IMIP nos foi afirmado que a criança estava correndo risco de morte e que, por isso, deveria ser submetida ao procedimentos abortivos. Como alguém correndo risco de morte pode ter alta de um hospital. A credibilidade do IMIP não estaria em jogo se liberasse um paciente que corre risco de morte? Como explicar isso? Como um quadro pode mudar tão repentinamente? O que teriam dito as militantes do Curumim à mãe para que ela mudasse de opinião? Seria semelhante ao que foi feito com o pai?
Voltamos ao Palácio dos Manguinhos sem saber muito que fazer, uma vez que nenhuma pista nós tínhamos. Convocamos órgãos de imprensa para fazer uma denúncia, frente ao apelo do pai que queria saber onde estava a sua filha. Na manhã da quarta-feira, dia 4 de Março, ficamos sabendo que a criança estava internada na CISAM, acompanhada de sua mãe. O Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (FUSAM) é um hospital especializado em gravidez de risco, localizado no bairro da Encruzilhada, Zona Norte do Recife. Lá, por volta das 9 horas da manhã, nosso sonho de ver duas crianças vivas se foi, a partir de ato de manipulação da consciência, extrema negligência e desrespeito à vida humana.
Isto foi relatado para que se tenha clareza quanto aos fatos como verdadeiramente eles aconteceram. Nada mais que isso houve. Porém, lamentamos profundamente que as pessoas se deixem mover por uma mentalidade formada pela mídia que está a favor de uma cultura de morte. Espero que casos como este não se repitam mais.
Ao IMIP, temos que agradecer pela acolhida da criança lá dentro e até onde pode cuidar dela. Mas por outro lado não podemos deixar de lamentar a sua negligência e indiferença ao caso quando, sabendo do verdadeiro quadro clínico das crianças, permitiu a saída da menina de lá, mesmo com o consentimento da mãe, parecendo ato visível de quem quer se ver livre de um problema.
Aos que se solidarizaram conosco, nossa gratidão eterna em nome dos bebês que a esta hora, diante de Deus, rezam por nós. "Vinde a mim as crianças", disse Jesus. E é com a palavra deste mesmo Jesus que continuaremos a soltar nossa voz em defesa da vida onde quer que ela esteja ameaçada. "Eu vim para que todos tenham vida e a tenham plenamente" (Jo, 10,10). Nisso cremos,nisso apostamos, por isso haveremos de nos gastar sempre. Acima de tudo, a Vida!"
Pe. Edson Rodrigues
Pároco de Alagoinha-PE

segunda-feira, 9 de março de 2009

- Próximo?

Esse fds foi marcado com nostalgias... Fui no casamento de um amigo meu, melhor dizendo, do primeiro amigo que tive na escola: Marcel. Pra mim Bá. Conheci o Bá com 03 anos de idade e estivemos juntos na mesma classe até entrarmos na faculdade! Uma pessoa maravilhosa, de um coração melhor ainda. Com a faculdade tomamos certa distância, mas era incrível, o Bá continuou sendo o único amigo q a distância não nos impediu de nos falarmos, sem faltas, nas ocasiões festivas dos anos. Hoje aquele menino que sempre foi o caçula da turma, mas tbém o último da fila (já q sua altura ajudava mto neste quesito...) é um tremendo homem, super competente. A Emmery foi sua namorada "apenas" por 14 anos e desde sábado ela agora é sua esposa. Os dois são super fofos, aquele casal que se pode contar pra toda vida! O casamento além de ser um dia super especial para os dois, foi tbém uma reunião de nostalgia com um grupo de amigos com os quais passei mais da metade da minha vida . Confesso que foi um misto de saudosismo, alegria e incômodo. Foi bem estranho ver todos aqueles amigos casados, amigas grávidas ou já com filhos nos colos... Aqueles amigos que costumavam aprontar nos corredores do colégio, ou ficar até tarde na rua fazendo fogueira para esquentar no inverno, enquanto esperavam a pizza chegar para comer na calçada mesmo, agora homens feitos, bem mais serenos e bem menos inconstantes. Em determinado momento, lá estavam todos fazendo aposta sobre quem seria o próximo a se casar ou a ter filhos... os palpites foram os mais sortidos, eu prefiri não arriscar. Encontrei com amigas que não via desde que terminamos o Colegial (na minha época era colegial mesmo) e todos estavam tão bem... mas era diferente. Toda aquela nostalgia fazia de nossa lembrança uma das melhores, se não a melhor, experiência que tivemos. Me dei conta que eu tbém estava diferente e que as coisas são assim, o reencontro nunca será tão mágico quanto nos parecia ser no passado, mas com certeza nos dão forças e boas gargalhadas para olhar para frente ou mesmo olhar de frente para quem estava lá atrás com vc. Foi uma celebração linda! E a festa... totalmente eighties! Com holofotes para os noivinhos do bolo com o Bá de Iron maden, bermudão xadrez e rabo-de-cavalo e a Emmery de uniforme da escola, e também para os clipes e filmes dos anos 80 que passaram durante toda festa! Foi um casamento de queridos que merecem mto carinho nesta recém-inaugurada caminhada. E mais uma vez lá fiquei eu com uma vontade tremenda de casar... sorte que no dia seguinte a vontade já tinha passado! E o passado deu lugar para a realidade.


Ao fundo cena do filme "De volta para o Futuro"(de 1985), típico filme representando 'the eighties'.

Os noivinhos

O casal

sábado, 7 de março de 2009

Faz um tempo que ando tentada a entrar nesta de blog. Após muitos flertes com blogs alheios - sabe como é, entra em um blog, lá tem um link para outro e outro e outro... e lá se vai uma hora do seu dia - aqui está o meu primeiro post.

Não faço idéia do rumo que isso vai dar... mas aí que está a suavidade da coisa: que minha história seja escrita sem caminhos traçados mas com gosto de entrega e molde de afetações plenas.

Que o sabor doce do Mel e ardido da Pimenta seja aqui pintado em cada fissura dos momentos que virão.