quinta-feira, 30 de abril de 2009

Tapas

Semana passada estive em um bar (Tapas - novamente na baixa augusta) na festa do namorado da B. - amiga de longas datas, longos porres e longas partilhas universitárias - deixo aqui o registro do local.



O som ficou por conta de djs que eram todos amigos e tema da festa do dia (mojo alguma coisa...), experimentei uns "pinchos" bem saborosos, com combinados interessantes - como brie e geléia de damasco (adoro misturas de sabores - como mel e pimenta) acompanhado por suco, já que estava me cuidando de uma dor de garganta descolada durante minha aventura de volta do Astronete!

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Em determinado momento fecharam as cortinas, a paródia de se sentir em uma sala de estar de uma casa ou apartamento durante uma reunião de amigos, foi incontestável.


Vale a visita!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Tamponamento

Hoje sai da terapia com uma frase na cabeça...e essa frase se arrastou até o curso que estou fazendo. Pois é, saio de um ambiente psi e entro em outro ambiente... também psi!

"Você se coloca sempre como sendo enganada, mas na verdade você é quem se engana sempre!"

A frase faz referência a uma certa dinâmica que por momentos se instaura na minha vida, acabo produzindo relações que me causam dor para esconder, para me "distrair" (sim, já que elas me consomem horroooores!), de uma dor muito maior que se encontra fora de todas essas relações externas, se encontra em mim mesmo. Credo!

Essa frase ecoou no decorrer da sessão, deu pano para manga, mas como boa resistência contida em mim, o pano surgiu só no final do tempo (igual gol do timão em final de campeonato - com uma diferença: esse pano no final do segundo tempo quase nunca traz a mesma reação de explosão, êxtase ou euforia explicitada nos rostos de quem acompanha aos jogos das decisões) e lá fui eu embora com o pano para bordar a manga em outro momento ou em outros lugares. E não é que o pano me acompanhou e permitiu um pouco de alinhavo dali alguns minutos depois, enquanto discutíamos sobre as leituras psicanalíticas do brincar na visão lacaniana?

Então, Lacan sempre me foi uma incógnita gigantesca, como aquele gênio foi capaz de unir tão artísticamente a lingüística, a linguagem, a constituição psíquica e a psicanálise? Tudo bem que essa linha exige enormes investimentos e não é minha área, mas sempre gostei e me empolguei nos debates.

E em dado momento escuto nova frase (ou algo parecido):

"Somos incompletos... isso nos faz falar sobre a falta... muitas vezes a dor da falta é tão grande que impele o sujeito a criar formas de ligação entre o significante e o significado através de um tamponamento, em que somente o significado é capaz de dar conta do desejo, limitando assim a flexibilidade psíquica do sujeito..."

Tá bom! A coisa tá complexa demais hoje, né?

Talvez pelo fato de tudo ter me tocado de forma complexa também, mas em resumo a tal discussão (que girava em torno do contexto do fetichismo) gritava, esperniava nos meus ouvidos, não o fetiche em si, mas a forma como ocorre - o tamponamento - as ferramentas que o sujeito possui para lidar com a incompletude e o quanto isso nos é complexo !

Záz!

E lá vou eu alinhavando a tal manga...

Acho que, ao sempre colocar que sou enganada, estou na realidade usufruindo de um tamponamento necessário (ao menos neste momento) e até mesmo "falso" para não entrar em contato com uma dor muito maior!

No final da estória... continuo INCOMPLETA!

terça-feira, 21 de abril de 2009

O Sorriso de Mona Lisa

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Não seria o mundo da moda, da plástica, da Daslu, das dietas, da beleza, uma ditadura, um engessamento da sociedade atual?

Uma releitura do que encontramos no enredo de um filme, que possui como palco, uma tradicional escola feminina (Wellesley College) na década de 50, com todo conservadorismo e reducionismo da função feminina da época.
Se trata de um filme com pouco mais de 5 anos de estréia - já passado talvez - mas hoje na sala, com a deliciosa compania da minha mãe, em um preguiçoso feriado, me entreguei a uma tarde daquilo que a tv paga nos proporciona (filmes e seriados) e lá estava ele na minha lista de repetecos com gostinho de inverno!

A diferença é que hoje me questionei sobre o conservadorismo que vivemos no século XXI.
Enquanto assistia aquelas atrizes representando meninas inteligentes que lutavam para serem boas mulheres, dedicadas mães, com sorriso perfeito enquanto nadavam, com postura impecável ao portar-se na mesa, pensava nas meninas de hoje em dia que também lutam, só que para serem condizentes com os muitos padrões que a sociedade e algumas décadas de cultura vêm nos impondo.
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Os sorrisos engessados nos rostos dos 50's não seriam os mesmo daqueles que adoram as passarelas de eventos como SPFW ou Shoppings como Iguatemi e Cidade Jardim?

As posturas impecáveis e petrificáveis daqueles corpinhos presos pelos tão sonhados espartilhos do século XVI e que nas décadas de 40 e 50 antecederam o feminismo e os sutiãs queimados em praças públicas, não seriam os mesmo que encontramos nas esteiras das academias ou nas escolas de danças ou esportes e revistas da moda?

Será que ainda estamos destinadas a oferecer a mesma herança (só que hoje "repaginada") da dependência que recebemos de décadas e séculos atrás?

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Domingo cor-de-rosa*

Poxa!!!

*Créditos da foto devidamente dados a um amigo mais que querido, a um amigo proprietário da carta branca!

domingo, 19 de abril de 2009

Astrocrônica

Sexta foi dia de show.
Show de encontros.
Show de amigos.
Show de músicas.
Show de bar.
Show de figuras.
Show de banda.


Estive no Astronete, bar de reduto do rock underground em São Paulo, a poucas passadas da Augusta, no Centro.

O bar por si já vale a visita, lembra bastante aqueles bares americanos, mas com temática dos anos 60/70, certa apelação sensual (dando razão para uma frase do site: "Astroneter Bar, somente para adultos que gostam de coisas de adultos."). Boas cervejas no cardápio (como stella artois, erdinger...), uma tequila muito bem servida e chopp guinness que chega macio na boca, os líquidos são garantidos.
O som fica por conta de Djs que discotecam a noite toda com aqueles "bolachões" que nos lembram as casas de dance no final da década de 70. Que som?
Rock!
Rock dos 50's, 60's, 70's, 80's... lá você ouve de tudo, mas o final da noite fica reservado para o balanço dos 50's e 60's, em que você pode estar disposta a ser tirada para dançar e rodopiar ao longo da pista pequena que fica destinada para as performances ou para a platéia em dias de shows.
A clientela do bar entra em suave comunhão com o nome do local, muitos "figuras", pessoas com cabeças diferentes, papos enloqüentes, vestuários um tanto quanto diferentes e um certo "quê" de astros rondando no ar... pessoas sempre abertas e receptivas às diferenças.
No meio da noite foi hora da banda.
Entraram no palco já era mais de 1h da manhã - meu corpinho já não tinha o mesmo pique de 10 anos atrás, e o sono já estava me abatendo, mas estava lá por eles e por lá fiquei, até o fim - minha cama me sustentou por um sábado todinho para me recompor!
A Anacrônica é uma banda de Curitiba em que uma amiga super especial traz o vocal e todo o charme feminino no quarteto do sul. Sei que de lá surgiram grandes nomes na cena independente do rock brasileiro ( grupos como Mordida, Terminal Guadalupe, Relespública, já tiveram alguns ritz expandidos no território nacional) e a banda tem se mostrado mais um grupo curitibano a levar a fama de boa música e a idéia de que o rock brasileiro ainda não está fadado a covers e revivals melosos.
Acho que quem me conhece sabe perfeitamente que não sou expert neste mundo musical, nem almejo ser, mas a Anacrônica merecia uma tentativa minha ao escrever sobre boas letras e a idéia de que grupo bom não se forma, se evolui.
Os outros 3 homens que completam a banda são Marcelinho (baixo), Gordo (bateria) e Bruno (guitarra e voz) esse último também ocupa o privilégio de ser o maridão da fofa da San!
Os meninos tocam muito bem, todos com presença no palco e a cada dia que os assisto mais percebo a evolução destes queridos. A San, como já falado, é quem dá o tom do charme no vocal, mas também é a responsável pela performance e pela estimulação daqueles que estão assistindo, e juntos os 4 formam a banda responsável por uma noite inteira de alegrias e grandes encontros que fui presenteada!


Recomendo, às vezes vale muito a pena sair do que estamos habituados e presos.

Nos abre algumas fissuras na vida, para que tenhamos sonhos e inspirações para continuarmos respirando.


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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Quero?!...


Ando me questionando se quero realmente me manter na direção que acho ser a que eu quero.

Nem ao menos sei se quero, ou o que quero.

Por que será que quero decifrar?

Se é que quero algo!




Mas de súbito só me permito acesso às quimeras.

E como quero...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Juventude de Páscoa!

Recebi o vídeo de uma amiga muito querida.

Aquelas que, além de rancarem nossos neurônios das férias, nos presenteiam com endorfinas e dopaminas gratuitas, apenas com sua presença - e olha que nem necessita ser física!



Pena que deixei passar enquanto passou aqui...

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Únicas!


Ontem estive, durante a noite, na vigília que antecede a sexta-feira santa.
O registro que vivi em determinado momento foi único.
A presença e constância de duas amigas muito queridas, fizeram todo sono, cansaço, culpas, nóias, e picuinhas, que poderiam tomar conta dos meus sentimentos e meus pensamentos, se dissiparem.
Enquanto estávamos tocadas pela união de nossas mãos, todas ao mesmo tempo, não tive como não me questionar sobre o valor dos vínculos que criamos hoje em dia.
Sem dúvida todos os laços que criamos e cultivamos com desinteresse e carinho, são claros e certeiros para trazer o acolhimento que precisamos na vida.
Mas não é fácil, é árduo, exige investimento e inteireza, sempre!
Às vezes há desânimo, tristezas, dores, dúvidas, vergonhas... não é simples.
Mas compensa, porque as respostas que encontramos com isso são preciosas, prediletas e ÚNICAS!
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