sexta-feira, 26 de junho de 2009

Eles me querem assim...

Uma menina 'presa' aos desejos e sonhos dos outros procurando em toda caminhada de sua vida fazer seu próprio caminho, seguindo os seus passos, se libertando da vida inautêntica e alheia.
Letra que nos leva a pensar a importância de uma vida orgânica.
Clipe que nos leva a viajar nas formas mais plásticas existentes em mentes lúdicas.
Fruto do trabalho da união daqueles que não se preocupam com a cronicidade, vale checar!

domingo, 21 de junho de 2009

Domingo cor-de-rosa - Parte II

Em solidariedade aos fatos dominicais...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Putz!

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Normalmente costumo usar essa expressão quando me esqueço de alguma coisa ou quando algo bem chato aconteceu, logo, não a vejo como uma coisa legal, desejável, interessante, supimpa, delirante.
Isso seria o prenúncio do final (não do festival, mas sim da história), mas nem me atentei a isto e lá fui eu.
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Estive em Curitiba semana passada, visitando a San.
Adoro aquele lugar e mais ainda aquela 'guria' (e seus agregados,rs)!!!
Fiquei sabendo por eles que o videoclipe da 'Anacrônica' tinha ido para a final do Putz!
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Putz é um festival de vídeos universitários iniciado com a UFPR que cresceu e tomou proporções nacionais por receber vídeos do país inteiro - nesta edição, além do Paraná, rolou alguns de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio e Minas (acho que só) - Em resumo: Sul - Suldeste.
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O trabalho, realmente T-R-A-B-A-L-H-O, foi feito por uma equipe muito boa, todo idealizado e dirigido pelo Lucas Fernades e pelo Diego Florentino (universitário), levou cerca de 6 meses para ficar pronto, mas valeu muito a pena. Ficou um trabalho cheio de profissionalismo, criatividade e principalmente qualidade.
Para quem se interessar linkarei em outro post o vídeo.
Com o clipe na final, fomos prestigiar o Festival.
Já adianto que, óbvio - pelo nome do evento, o clipe não levou nada. Nem menção. Isso porque os organizadores e apresentadores enchiam a boca ao anunciar que no juri da categoria estava o Abujamra.
Mas a intenção aqui não é falar sobre o clipe...rs
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A tortura já estava começando a dar o ar da graça lá fora do Sesc.
O evento estava marcado para iniciar às 19hs, chegamos por volta das 18:30hs e o Sesc se encontrava com suas portas FECHADAS. Curitiba faz um calor de louco todo dia, então não nos importamos de ficar congelando no frio por 25 minutos, isso mesmo... as portas só foram abertas 5 minutos antes do horário que supostamente iniciaria o evento, PUTZ!
Resultado disso foram 6 dias de tosse de cachorro e resfriado.PUTZ!
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Com o início da apresentação, logo percebi que aguentaria um pseudo galã tentando imitar os apresentadores do Oscar - fazendo referência do 'and the Oscars goes to...' e tudo - além de sucessivas tentativas de piadas fracassadas (eu ria, mas era muito mais do galã do que de suas falas)PUTZ!
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O pior ainda estava por vir...

Eis que surge no palco um ser: entra um garoto magro, de cabelo estilo oasis antigo, vestido no estilo 'não tô nem aí, só vim ver qual é que é', com um violão na mão. Pensei: "Hum... quem sabe vai rolar um som casual, interessante". Ledo engano. Olha, eu não sou músico, não sou cantora, vocalista, mas definitivamente o rapaz era desafinado pacas, e para eu conseguir perceber isso nas primeiras notas e primeiras palavras do rapaz, era por que a coisa era gritante mesmo! Depois de algumas, muitas, músicas sem graça, pensei que a coisa toda era proposital, até perguntei se o lance era intencional, mas descobri que não, que realmente este era o ESTILO do rapaz tocar. PUTZ!
Tudo bem, as pessoas ficam nervosas em apresentações, mas aquilo já tinha passado de nervosismo faz tempo...PUTZ!
Sorte que a apresentação findou e nossos ouvidos tiveram uma trégua.
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As vinhetas das apresentações não estavam nada PUTZ, muito pelo contrário, foram criativas e bem engraçadas, deixavam a gente até curiosa para saber qual seria a próxima categoria a ser anunciada e imaginar como seria representada dentro da pescaria - tema da divulgação do evento neste ano. Teve até a cantora Susan Boyle saindo da boca de um peixe, rs.
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Porém o PUTZ estava com tudo naquela noite!
O rapaz desafinado retorna, agora acompanhado por uma menina desalinhada e fazem várias apresentações desanimadas; mostrou seu caráter desordenado ao perder a paciência com a platéia que, visivelmente torturada, começou a reclamar! PUTZ!
O circo estava armado, bate-boca em cima de palco... PUTZ!
Mas o coitado bateu boca sozinho e logo saiu do palco, para alegria sonora do ambiente.
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Os vídeos que receberam prêmios não me pareceram tããoo merecedores, mas é sempre assim, a gente nunca sabe o critério de merecimento e gosto não se discute, não é?PUTZ!
Sem contar que esta não é minha área, é apenas minha opnião. PUTZ!
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Foi interessante reparar nos discursos dos ganhadores, na falta de criatividade de alguns e na falta de oratória de todos, e todos querem viver neste meio dócil, acolhedor e compreensivo que se faz a mídia. PUTZ!
Ambiente e meio que, repito, não são minha área, rs.
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Destaque para um ganhador que se utilizou do tempo do discurso para se colocar na defesa do estilo desengonçado do rapaz magro de cabelo oasis antigo, PUTZ! (Nem preciso dizer que, no final, meu instinto me levou até o homem, que estava sentado perto de mim, e perguntei se havia falado seriamente sobre tudo aquilo e descobri que não havia fingimentos, PUTZ!).
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Legal foi perceber que a platéia acabou se interessando mais por ela mesma. É que no meio da platéia, começaram a surgir algumas pessoas com cabeças cobertas se caracterizando como boi, touro, vaca... Mais tarde descobri que aquilo eram Búfalos, escuros, e estavam espalhados pela platéia para divulgação de um blog com endereço sigaobufalobranco.blogspot, se o Búfalo era branco, então por que estavam escuro? "Justamente para vocês seguirem, procurarem o branco".
Esses Búfalos não falaram nada, não cantaram nada, não contaram nenhuma piada, não fizeram nenhuma apresentação e nenhum vídeo, mas foram campeões na criatividade de divulgação do blog, tanto é que até colocarei aqui: http://www.followthewhitebuffalo.blogspot.com/.
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No final da noite, a previsão da sensação de 'esqueci uma coisa importante' se concretizou e o PUTZ foi para o Festival!
Mas o Oscar foi para a vinheta e o blog do Búfalo!
Também para o delicioso final de noite no Peggy Sue (lanchonete que merecerá um post) com Lucas, Bruno e San!
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quinta-feira, 11 de junho de 2009

2s

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Dois...
Apenas dois.
Dois seres...
Dois objetos patéticos.
Cursos paralelos
Frente a frente...
...Sempre...
...A se olharem...
Pensar talvez:
“ Paralelos que se encontram no infinito...”.
No entanto sós por enquanto.
Eternamente dois apenas.

Neruda

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Neruda...

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No Chile, Neruda teve 3 moradias: 2 no litoral (amante convicto do mar) e 1 na capital.

La Chascona é a casa onde viveu Pablo Neruda em Santiago e hoje funciona um museu.


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Esta linda casa, cravada no morro, ao lado do Morro San Cristóban, foi construída para que Neruda pudesse viver com sua amante Matilde.



Pelas imagens vocês perceberão que o homem realmente tinha ESTILO!

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Para mim, um dos melhores lugares a se visitar.
Ficaria horas a fio admirando cada detalhe daquele emaranhado de idéias, formas, curvas e esguios, mas o museu já estava em seu horário e tive que me contentar com o tempo deles...

terça-feira, 9 de junho de 2009

Suas maravilhas

No Morro San Cristóban há uma diversidade de atividades para o turista, mas junto ganhamos uma diversidade de belezas da Natureza.


Pode ser encontrada entre paisagens, mirantes, animais exóticos, animais exuberantes... ela está em todo lugar, e em um país onde o catolicismo impera, Sua Majestade não poderia estar em outro lugar, no topo do morro, de braços abertos (como nosso Redentor no Rio) como se estivesse entregando todas aquelas belezas.

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Você pode escolher algumas formas para subir o morro:

- Funicular, o famoso bondinho no Chile, que pára no meio do morro (estação zoo) para aqueles que querem aprecisar o reino animal - parada obrigatória se estiver com crianças - e segue a elevação até o cume onde se encontra o Santuário de Nossa Senhora de Santiago. Obs.: Para ir ao zoológico, ele só pára na subida, ou melhor, somente na ida.
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- Carro, é possível subir por uma estrada asfaltada até o alto do morro, deixar seu carro no estacionamento, que fica um pouquinho longe,rs.

- Teleférico, não preciso explicar sobre este aqui, né? Mas aviso que ele dá acesso ao outro lado do morro, na parte de baixo, e que não tem muita coisa de diferente para se ver.

Existe um 'combo' que você pode comprar e experimentar tanto o funicular quanto o teleférico - igual quando pedíamos passagem de metrô+trem (antes de implantarem a baldiação gratuita), ou metrô+ônibus - tendo também a opção do zoológico junto.

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Quem quiser, na entrada do parque, pode pagar mico tirando fotos com as lhamas bem juntinhas de você, quase te beijando. Se você estiver com sua própria máquina fotográfica, a brincadeira sai por $1.000 pesos ou algo em torno de R$4 reais; caso seja um turista desprevinido, sua falta de precaução lhe custará $2.000 pesos ou R$ 8 reais - o fotógrafo tira sua foto e em uma impressora movida a querosene (!!!!), ou manivela, ou algo do tipo, após alguns minutos você possui em mãos o tal retrato (como os chilenos são criativos, não?).

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Aproveitem no alto do morro, ao pé de Nsa. Senhora, para experimentar um chá estranho com umas sementinhas (huellos) que lembram amendoim. É bem docinho e gelaaado, para matar a sede de quem quiser subir de bicicleta (sim, há também a possibilidade de se subir de bike!).

Lá vista é maravilhosa, dá para se avistar toda cidade e perceber a cordilheira cerceando o centro.
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Uma dica, não aproveitem o Dia do Patrimônio no Chile (que foi o meu caso). Neste dia, muitas atrações consideradas Patrimônio do Chile, possuem sua entrada gratuíta e o congestionamento para conseguir um cantinho na beirada do mirante, para apreciar a paisagem, te lembrará a 25 de Março (aqui existe um pouco de exagero da minha parte).

domingo, 7 de junho de 2009

Concha e Toro

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O vinho Chileno é bem apreciado pelo mundo.

Na história do vinho existe uma curiosidade que descobri a pouco nesta viagem: em determinada época, a uva Carmenere foi extinta da Europa e não se produzia mais vinho desta cepa.
Somente na década de 90 descobriram no Chile o cultivo desta uva (trazida décadas atrás da região da França), que até então, era confundida com a Merlot e cultivada como tal.
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Uvas após a safra que se encerra no final do 1º trimestre


Esta uva foi devidamente descoberta após a chegada de diversos sommeliers da Europa, que vieram com o intuito de conhecer e saber mais sobre a fabricação do vinho na região, ao entrarem em contato com o vinho merlot, notaram uma certa alteração do sabor que se aproximava ao vinho Carmenere. Realizando diversos testes e exames de DNA, foi constatado o 'ressurgimento' desta espécie que atualmente é cultivada apenas na região do Chile, onde teve uma maior adaptação.

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Entrada do local onde tudo começou e também onde é armazenado o melhor vinho da Vinícula

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Segue uma historinha:
Casillero del Diablo é onde Dom Melchior (Concha e Toro) costumava armazenar seus melhores vinhos.
Notando o desaparecimento de diversas garrafas, D. Melchior resolve espalhar a história de que naquele local morava o Diabo, como a população era muito religiosa e crente, passaram a temer o local, permanecendo afastadas, curiosamente os vinhos deixaram de sumir!
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Local típico para fotografias turísticas ( o cenário é todo montado inspirado na história da Vinha)

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Não existe em português um sentido específico para a palavra Casillero, mas seu significado se aproxima bastante a palavra despensa (aquela que serve de apoio a cozinha ou a copa),armazém, portanto, Casillero del Diablo seria o mesmo que 'A despensa do Diabo'.
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Interessante comentar que só os barris que armazenam o vinho, não saem por menos de $500 dólares (barril americano), podendo chegar a custar até $1.000 dólares (barril francês).

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O que o turista 'não vê'

A foto não está muito boa pois estava escurecendo e foi tirada de longa distância, mas registrei imagens de um grupo de pessoas fazendo um acampamento provisório, literalmente embaixo da ponte, bem no centro de Santiago, próximo à região da bohemia de Bellavista.

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Enquanto as pessoas que por ali passavam desabercebidas (ou pelo fato de serem chilenos e estarem absortos em seu cotidiano, ou pelo fato de serem turistas querendo alcançar a região de bares logo mais adiante e interessados em vistas mais graciosas), seguiam seus rumos, não resisti e tentei fazer alguns clicks.
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Notem também, no detalhe, faixas de manifestações e reinvindicações à presidenta chilena Michele Bachelet.
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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Chi Chi Chi...

Chile é um país interessante.
Estive por lá nestes últimos dias e voltei com a bagagem cheia de observações, encantamentos, vontades e confesso que um 'quê' de inveja!
Um país onde a capital quase não se vê papel no chão, sujeiras; existem pessoas pobres, humildes, sim, mas ninguém chega no vidro do seu carro babando ou fica mendingando dramaticamente nas ruas.

Casa do Governo - Santiago

Já tinha estado em Santiago há 10 anos atrás (Celebração do Jubileu de Ouro do 3º marco histórico), mas acredito que não era tão madura para prestar atenção em certas coisas.
Desta vez fui novamente para celebração, mas agora dos 60 anos, fui hiper bem recepcionada por um querido amigo (residente por lá enquanto cursa seu Seminário), que me apresentou às delícias da gastronomia Chilena no Mercado Municipal, deu um tour tático, conheci sua residência e a Puc de lá (fiquei com muita vontade de me mudar para as casinhas singelas e fofas que circundavam o campus) e ainda de quebra tivemos um free way para uma noite de Vinho Chileno DAQUELAS!!!



Restaurante no Mercado Municipal - na parede encontramos um exemplar da camisa do todo poderoso Timão!


Também estive muito bem hospedada, com mto carinho por parte das Senhoras. Até participei de uma reunião de um dos grupos de porfissionais de lá ( tudo bem que as chilenas falam muuuuuito rápido e eu custei a engrenar uma boa comunicação, mas são super fofas!)

A cidade por si já é um charme, você pode olhar para qualquer lado, ou quase qualquer lado, que você se vê rodeado pelas cordilheiras, e elas são lindas com seus cumes branquinhos. A locomoção por lá também é muito tranquila, em apenas um dia aprendi onde pegava o metrô e percebi que dele dá para ir para quase toda Santiago. Foi praticamente o meio pelo qual conheci grande parte dos lugares de lá. Interessante notar que até dentro do metrô se tem incentivo aos valores e morais da conservação da família. Enquanto me deslocava até o centro de Santiago, observei pelo menos duas ou três propagandas diferentes falando sobre o valor da família.



Cordilheiras vista da 'auto-pista' a caminho da Vinha


O Chile valoriza muito a família, é um país (em sua grande maioria) católico e possui uma educação invejável.
Segue algumas observações minhas:
- as pessoas param o carro para o pedestre atravessar a rua (na faixa, diga-se de passagem);
- respeitam o desembarque antes do embarque;
- pasmem! não vendem bebidas alcoolicas antes das 9hs da manhã (em qualquer lugar, juro! fui ao supermercado comprar um vinho para levar na viagem, era 8:30hs, só pude sair do local após as 9hs, fiquei meia hora parada na frente do caixa aguardando o horário, claro que aproveitei para conhecer um pouco mais dos chilenos, conversando até com os seguranças e repositores do local);
- valorizam a música e seu ensino nas escolas desde pequenos (aqui quero dizer música de verdade, de qualidade);
E por aí vai... acho que dá para se ter idéia do que estou falando.



Museu de Belas Artes de Santiago

Conheci lugares lindos, dei uma de típica turista me perdendo um tanto e até pagando mico pegando ônibus sem pagar (lá todos tem um cartão que se recarrega, e eu embarquei no ônibus, percebendo que não havia cobrador, fui pagar ao motorista, que achou melhor me deixar fazer a viagem sem custo - custaria mais a ele me explicar o funcionamento da cobrança,rs), participei de deliciosos encontros e chás, presenciei momentos e questões marcantes no Jubileu e nos próximos dias dividirei um pouco do tanto que trouxe de lá no coração.