domingo, 19 de abril de 2009

Astrocrônica

Sexta foi dia de show.
Show de encontros.
Show de amigos.
Show de músicas.
Show de bar.
Show de figuras.
Show de banda.


Estive no Astronete, bar de reduto do rock underground em São Paulo, a poucas passadas da Augusta, no Centro.

O bar por si já vale a visita, lembra bastante aqueles bares americanos, mas com temática dos anos 60/70, certa apelação sensual (dando razão para uma frase do site: "Astroneter Bar, somente para adultos que gostam de coisas de adultos."). Boas cervejas no cardápio (como stella artois, erdinger...), uma tequila muito bem servida e chopp guinness que chega macio na boca, os líquidos são garantidos.
O som fica por conta de Djs que discotecam a noite toda com aqueles "bolachões" que nos lembram as casas de dance no final da década de 70. Que som?
Rock!
Rock dos 50's, 60's, 70's, 80's... lá você ouve de tudo, mas o final da noite fica reservado para o balanço dos 50's e 60's, em que você pode estar disposta a ser tirada para dançar e rodopiar ao longo da pista pequena que fica destinada para as performances ou para a platéia em dias de shows.
A clientela do bar entra em suave comunhão com o nome do local, muitos "figuras", pessoas com cabeças diferentes, papos enloqüentes, vestuários um tanto quanto diferentes e um certo "quê" de astros rondando no ar... pessoas sempre abertas e receptivas às diferenças.
No meio da noite foi hora da banda.
Entraram no palco já era mais de 1h da manhã - meu corpinho já não tinha o mesmo pique de 10 anos atrás, e o sono já estava me abatendo, mas estava lá por eles e por lá fiquei, até o fim - minha cama me sustentou por um sábado todinho para me recompor!
A Anacrônica é uma banda de Curitiba em que uma amiga super especial traz o vocal e todo o charme feminino no quarteto do sul. Sei que de lá surgiram grandes nomes na cena independente do rock brasileiro ( grupos como Mordida, Terminal Guadalupe, Relespública, já tiveram alguns ritz expandidos no território nacional) e a banda tem se mostrado mais um grupo curitibano a levar a fama de boa música e a idéia de que o rock brasileiro ainda não está fadado a covers e revivals melosos.
Acho que quem me conhece sabe perfeitamente que não sou expert neste mundo musical, nem almejo ser, mas a Anacrônica merecia uma tentativa minha ao escrever sobre boas letras e a idéia de que grupo bom não se forma, se evolui.
Os outros 3 homens que completam a banda são Marcelinho (baixo), Gordo (bateria) e Bruno (guitarra e voz) esse último também ocupa o privilégio de ser o maridão da fofa da San!
Os meninos tocam muito bem, todos com presença no palco e a cada dia que os assisto mais percebo a evolução destes queridos. A San, como já falado, é quem dá o tom do charme no vocal, mas também é a responsável pela performance e pela estimulação daqueles que estão assistindo, e juntos os 4 formam a banda responsável por uma noite inteira de alegrias e grandes encontros que fui presenteada!


Recomendo, às vezes vale muito a pena sair do que estamos habituados e presos.

Nos abre algumas fissuras na vida, para que tenhamos sonhos e inspirações para continuarmos respirando.


.

.

.

Nenhum comentário:

Postar um comentário